sexta-feira, 28 de junho de 2013

A vida de Jacó

A vida de Jacó – 1º Dia

Olá a todos. É sempre um enorme prazer estar aqui convosco. Tenho acompanhado os comentários do Blog e tem sido marcante para mim.
A partir de hoje, e nos próximos dias, até ao dia 14 de Julho, estarei aqui a falar sobre a vida de Jacó.
1º Dia – A atitude de Isaque
“Tendo-se envelhecido Isaque e já não podendo ver, porque os olhos se lhe enfraqueciam, chamou a Esaú, seu filho mais velho, e lhe disse: Meu filho! Respondeu ele: Aqui estou! Disse-lhe o pai: Estou velho e não sei o dia da minha morte. Agora, pois toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, sai ao campo, e apanha para mim alguma caça, e faze-me uma comida saborosa, como eu aprecio, e traze-ma, para que eu coma e te abençoe antes que eu morra.” (Gn.27:4)
É isto que quero salientar: O conselho de Isaque.
Isaque foi o filho que Deus havia pedido, em sacrifício, a Abraão. Um senhor já de avançada idade, sacrificando o seu filho, em prol da crença que tinha em Deus. E isto justificou-o, abençoando Abraão sobremaneira.
E Isaque obteve a bênção do pai, vivendo marcado pelo sacrifício. E o conselho que dava a Esaú, acima, era exatamente o resultado do que havia herdado. Aquilo que marcou e fez história na sua vida, que separou o “normal” do surpreendente; do sobrenatural.
Mas não seria apenas a mão na sua cabeça, que tornaria a bênção completa! Esaú tinha que conquistar.
Certamente Isaque aguardava de Esaú esse retorno e, antes de ir à caça, deu-lhe o conselho: “… Agora, pois toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco sai ao campo, e apanha para mim alguma caça, e faze-me uma comida saborosa, como eu aprecio, e traze-ma, para que eu coma e te abençoe antes que eu morra.”
O momento é AGORA! E, repare que Isaque não especificou qual seria a caça. Apenas que pegasse as armas e saísse ao campo. Tinha o rebanho, mas não o pediu, justamente para que houvesse da parte de Esaú essa crença, acerca da bênção que lhe dedicaria.
Esaú não se assemelhava a Jacó – cozinheiro – ele era caçador. Mas além que enfrentar as feras no campo, ainda teria que fazer a comida, e saborosa.
Não competia a Isaque especificar o que fazer, ou o animal a cozinhar, mas que Esaú trouxesse algo que ele apreciasse para que, então, o pudesse abençoar.
É exatamente o que vejo que Deus faz: Quando pede um sacrifício, não o especifica, pois aqui será medido o tipo de crença e consideração para com Ele.
Não compete a Deus dar detalhes para que vença os seus medos e inseguranças. Quando Ele quer abençoar, não há caminho facilitado. Há que trazer a conquista e materializar a crença. O simples ungir a cabeça com óleo não implica a bênção total.
Quando eu pego nas minhas “armas”, vou ao “campo”, arrisco a vida e faço o que nem sei fazer, em prol da fé que tenho em Deus, é assim evidente o meu tipo de crença.
O que apresento a Deus, é o que me justifica diante d’Ele.
Amanhã daremos continuidade à vida de Jacó. Um grande abraço!

A vida de Jacó – 3º dia

Olá a todos. É um prazer muito grande estar aqui convosco diariamente a falar sobre a vida de Jacó.
Estava a consultar o significado da palavra “caráter” e percebi que também diz respeito a vícios e manias. Nunca imaginei que incluísse estas caraterísticas, mas, por aqui, podemos avaliar a profundidade do caráter humano. Aconselho-a a averiguar.
3º Dia – A reação de Jacó
“Disse Jacó a Rebeca, sua mãe: Esaú, meu irmão, é homem cabeludo, e eu, homem liso. Dar-se-á o caso de meu pai me apalpar, e passarei a seus olhos por zombador; assim, trarei sobre mim maldição e não benção.
Respondeu-lhe a mãe: Caia sobre mim essa maldição, meu filho; atende somente o que eu te digo, vai e traze-mos.” (Gn.27:11-13)
Jacó teve a escolha de dizer “Não!”. Mas, ao invés, preocupou-se com as circunstâncias em que ficaria, caso o pai descobrisse o seu engano. Preocupou-se em acarretar a maldição pelo seu ato, e não em agir mediante a fé, de acordo com o que seria racional.
E quando me refiro à fé, não o faço com base em religiosidade, pois, naquela altura, sequer existia a Bíblia. Mas ele tinha o exemplo do avô Abraão.
Veja que a fé é algo racional e justo, mas ele não foi justo com o seu pai. Aceitou o conselho de Rebeca, tendo esta assumido qualquer maldição que sobreviesse, fruto daquela atitude. Nem respeito tinha pelo seu marido! Veja que falta de consideração.
Interessante, que quando não damos conta das nossas atitudes, também não percebemos os detalhes Bíblicos. Sabe porquê? Porque, para si, já se tornou uma “história”. Já leu sobre Jacó e, por isso, nunca há novidade.
Quando tem consideração para com Deus, importa-se com os detalhes. Lê cautelosamente.
Rebeca desconsiderou todo o conselho que Isaque dera a Esaú. Fez exatamente o oposto!
Assim, se você ler a Bíblia de qualquer forma, também está a desconsiderar os valores inerentes à Palavra de Deus. E, através de algo tão simples, desconsidera, não apenas a homens, mas igualmente a Deus.
Além de tudo, Rebeca ainda gerou outro problema, pois a relação entre ambos os filhos, foi afetada. Veja que ela também gemeu, mas a sua história não refere que tenha lutado com Deus. Era indiferente à sua forma de ser.
E muitas pessoas também são indiferentes ao seu jeito de ser. Apenas os problemas dos demais lhes são nítidos, mas não os seus!
Por aqui, só têm perdido, e acabam por tornar-se frustradas dentro da Igreja. Conhecem e ouvem a verdade, e ainda aconselham outros a levarem uma vida “normal” e a trabalhar com a fé emotiva, ao invés de gerar vida.
Medite nisto.A vida de Jacó – 4º dia


Olá a todos, hoje é o 4º Dia que estamos a falar sobre a vida de Jacó.
“Ele foi, tomou-os e os trouxe a sua mãe, que fez uma saborosa comida, como o pai dele apreciava.
Depois, tomou Rebeca a melhor roupa de Esaú, seu filho mais velho, roupa que tinha consigo em casa, e vestiu a Jacó, seu filho mais novo. Com a pele dos cabritos cobriu-lhe as mãos e a lisura do pescoço.”
 (Gn.27:14-16)
4º Dia – O caráter injusto de Rebeca e Jacó
Quem levou os cabritos até à sua mãe? Jacó! Justamente conforme lhe havia sido orientado, e que representaria um suposto sacrifício. Após tê-lo feito, Jacó foi vestido com a melhor roupa do seu irmão. Ora, se Isaque era cego, qual o significado da melhor roupa? Rebeca tinha consciência que aquilo que apresentassem a Isaque, deveria ser da melhor qualidade: A melhor comida, a melhor roupa, esquecendo-se, contudo, da parte fundamental: A justiça.
O que agrada a Deus é o justo, e não o injusto, e ela estava, à sua maneira, tratando de tudo para que Jacó possuísse a bênção de Isaque. Apresentando tudo da melhor forma, porém, enganosamente.
Quero enfatizar, que o sacrifício pode ser a melhor roupa, a melhor comida, algo que, para si, até tenha qualidade, mas se estiver a enganar, está a apresentar aquilo que é injusto, pois o justo de Deus vive pela fé!
E quando se vive pela fé, engana-se? Dá-se o seu “jeito”? É-se injusto?
NÃO! De forma alguma!
Muitos deixam a desejar, precisamente porque fazem algo injusto, que, mesmo tendo a aparência de perfeito, falha no seu caráter.
E isto para Deus é abominável! Ele não aceita, não responde, e não realiza de forma completa, porque se está apenas a apresentar a parte física.
Era o que Rebeca e Jacó estavam a fazer, cobrindo as mãos com pele de cabritos, para fingir que era Esaú. Que coisa terrível!
Mas sobre o sacrifício, e o que apresentar, abordaremos amanhã.
Hoje, quero deixar clara a consciência que a pessoa tem sobre o sacrifício e o ignorar a parte fundamental, que é o caráter.A vida de Jacó – 5º dia


Olá a todos. É um prazer muito grande estar aqui, especialmente porque
estamos a viver o dia a dia da Igreja, através do relato da vida de
Jacó.
E hoje, já é o quinto dia que abordamos este tema, aqui no Blog.
_“Então, entregou a Jacó, seu filho, a comida saborosa e o pão que
havia preparado._
_Jacó foi a seu pai e disse: Meu pai! Ele respondeu: Fala! Quem és tu,
meu filho? Respondeu Jacó a seu pai: Sou Esaú, teu primogénito; fiz o
que me ordenaste. Levanta-te, pois, assenta-te e come da minha caça,
para que me abençoes._
_Disse Isaque a seu filho: Como é isso que a pudeste achar tão
depressa, meu filho? Ele respondeu: Porque o Senhor, teu Deus, a mandou
ao meu encontro._
_Então, disse Isaque a Jacó: Chega-te aqui, para que eu te apalpe, meu
filho, e veja se és meu filho Esaú ou não._
_Jacó chegou-se a Isaque, seu pai, que o apalpou e disse: A voz é de
Jacó, porém as mãos são de Esaú._
_E não o reconheceu, porque as mãos, com efeito, estavam peludas como
as de seu irmão Esaú. E o abençoou. E lhe disse: És meu filho Esaú
mesmo? Ele respondeu: Eu sou._
_Então, disse: Chega isso para perto de mim, para que eu coma da caça
de meu filho; para que eu te abençoe. Chegou-lho, e ele comeu;
trouxe-lhe também vinho, e ele bebeu”_ (Gn.27:17.25)
5ºDIA – O SACRIFÍCIO
Jacó apresentou um suposto sacrifício, dando continuidade à sua
mentira. Primeiro, afirmou que o seu nome era Esaú e, depois, disse que
Deus enviara a caça ao seu encontro. Se reparar, ele mentiu, usando o
nome de Deus e, mais do que isso, ele referiu: _“Porque o Senhor, TEU
DEUS…” _Isto disse, porque era distante de Deus, não se referindo ao
Senhor como seu. QUERIA A BÊNÇÃO DA PRIMOGENITURA, MAS ESTAVA DISTANTE,
POIS NÃO TINHA CONSCIÊNCIA DA IMPORTÂNCIA DE SER A PRÓPRIA BÊNÇÃO.
O SACRIFÍCIO NÃO É RÁPIDO OU AUTOMÁTICO. DIGA-ME: O QUE SE FAZ
RAPIDAMENTE, QUE INCLUA SACRIFÍCIO? NADA!
Se estuda para advocacia, a formação acontece em um dia? NÃO!
TUDO O QUE INCLUI SACRIFÍCIO REQUER TEMPO. NÃO APENAS ALGUMAS HORAS,
MAS INVESTIMENTO E DEDICAÇÃO AO OBJETIVO QUE SE PRETENDE CONQUISTAR.
Existe preparo e entrega naquilo que se faz. O sacrifício não é rápido,
mas demanda de nós, tempo… muito tempo. É necessário usar as “armas”
que temos, “caçar” e “cozinhar”. Ou seja, usar a fé em Deus, correr
riscos para achar o que se pretende e, ainda, fazer o sacrifício,
vivendo essa fé.
Acima de tudo, não pode ser qualquer coisa. Deve ser uma “comida
saborosa”. Como um presente, pois É AQUILO QUE NOS REPRESENTA E, POR
ISSO, NÃO PODE SER FEITO DE QUALQUER MANEIRA.
_“Vou pegar o salário que tenho, e já está!”; “Vou pegar isto ou
aquilo, e pronto!” _Não é assim tão simples… Exige, realmente, preparo
e entrega. Não se fundamenta naquilo que eu acho, mas é fruto de uma
atitude racional. Penso: _“O QUE ESTOU A OFERECER, É REALMENTE O QUE
MELHOR TENHO PARA OFERTAR?”_
É exatamente isto que significa o sacrifício, revelando, assim, a
consideração e o valor daquilo que pretendo conquistar.
Bom, amiga, pense neste aspeto e reflita sobre o seu sacrifício, para
que não apresente de qualquer forma a sua entrega.
Talvez tenha feito, durante tantos anos, sacrifícios reprováveis, dos
quais não obteve resposta, resultando em frustração interior. Não tem
havido, por isso, realização, equilíbrio emocional ou sustentação na fé.
Por isso, estamos a orientá-la, de forma a que apresente o seu
sacrifício da maneira correta.




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