terça-feira, 7 de maio de 2013

Reflexão - LIÇÃO JOSÉ DO EGITO

simeon 2percepção foi diferente, quando terminou, fiquei refletindo como nós humanos temos a mania de julgar pelas aparências, porque toda a culpa inicialmente foi jogada para a irmã, devido os seus problemas mentais e pela sua vida de insucessos!”
E aqui está o ponto de partida deste post: todos nós temos visões de mundo diferentes, experiências e formas diferentes de lidar com a realidade. E com isso podemos tirar muitas lições de uma mesma obra, pois quando assistimos um programa de televisão temos leituras individuais, e alguns aspectos nos chamam mais atenção que outros. Compartilhando aprendemos mais!
E como a minissérie “José do Egito” foi quase unânime entre as comentaristas, vamos ver quais reflexões podemos tirar dela!
Evidente que a história de José, na Bíblia, por si só já é inspiradora. Podemos dizer que é uma metáfora da história do povo de Deus, que às vezes está em cima, e outras tantas acaba se vê humilhado, buscando em Deus forças para recomeçar.
Mas eu não queria falar especificamente da história dele. No episódio passado uma passagem simples me chamou muita atenção. Quando Simeon se refere a Benjamim ao conversar com Ruben – já no final o episódio – percebemos quanta inveja ele tem do irmão mais novo. E pensei: “Meu Deus, mas ele tinha inveja de José, agora de Benjamim!”.
Pois é, geralmente, a história se repete muitas vezes em nossas vidas e não percebemos. Quantas vezes nos pegamos cometendo os mesmos erros? Não percebemos que nossa vida não muda graças a comportamentos repetitivos que temos. Não é mesmo? Quem nunca ouviu a frase: “se quer um resultado diferente, faça algo diferente!” O problema é que não paramos para nos analisar e perceber onde estamos repetindo velhos erros.
Mas vamos voltar a Simeon. Ele teve inveja de José, porque era o preferido do pai. Naquela época as bênçãos relacionadas à primogenitura eram muito importantes, elas davam direito à sucessão e a heranças materiais também. E era isso que Simeão queria. A autora, Vivian de Oliveira, desenvolveu muito bem essa história, potencializando a rivalidade entre os irmãos.
Simeon fala a Ruben (o verdadeiro primogênito) que se algo acontecesse ou se o irmão mais velho abrisse mão do direito à primogenitura, ele seria o sucessor natural e não Benjamim. E aqui percebemos que ele sempre coloca a responsabilidade de seu fracasso em outros. Para ele se José não existisse o problema estaria resolvido. Agora José não existe em sua vida, mas o problema persiste. Logo o ódio dele se vira para o irmão mais novo.
A inveja funciona dessa forma, nos cegando. Ela não permite que usemos as nossas qualidades para conquistar, ao invés disso, fica justificando nossa inércia pela existência de alguém que está “roubando” nossa benção.
Será que se Simeon fosse um bom filho, responsável, amável não poderia ocupar o lugar de preferido do pai? Não seria mais fácil conquistar a benção desejada usando suas qualidades ao invés de destruir quem supostamente está em seu caminho?
Agora façamos um exercício de imaginação: quando ele reencontrar José! Como será? Afinal o sonho do irmão se realizou e ele continua o mesmo, nem se casar conseguiu. O que vocês acham que vai acontecer? José (sabemos) perdoará os irmãos e os acolherá com todo amor. Mas será que Simeon vai mudar? Vocês acham que é possível que uma pessoa mude? Eu fiquei me indagando se uma pessoa como Simeon pode, um dia, ser transformado. O que vocês acham?
Também gostaria de saber o que mais tem chamado atenção na minissérie. Outras histórias. Outras inspirações. Quem sabe um próximo post será sobre um assunto comentado! Aguardo os comentários de vocês.
Até semana que vem!

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